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Visita ao veterinário
Quando adquirir o seu cão deverá tentar saber qual é o seu estado em
termos de desparasitação e vacinação. Muitas vezes, quando são
adquiridos, os cachorros foram já desparasitados e talvez até alguma
vacina administrada.
De qualquer forma, um dos primeiros cuidados que deverá ter com o
seu novo cão é fazer uma visita ao veterinário, para que este
proceda a um exame detalhado do animal e determine o programa
vacinal a que o animal será submetido.
Estes programas, quando adequados, têm em consideração as exigências
sanitárias, ou seja as vacinas de administração obrigatória, e a
situação epidemiológica local, ou seja os problemas que na região
são mais comuns e contra os quais o animal deverá estar protegido
através da vacinação.
Na visita ao veterinário deverá fazer-se acompanhar pelo boletim
sanitário do animal (caso este já o tenha) e dispor de toda a
informação possível a seu respeito (data de nascimento, tipo de
parto, doenças dos progenitores, doenças anteriores quando se trate
de animais mais velhos, etc.).
Nesta altura, poderá aproveitar para esclarecer com o veterinário as
dúvidas que tiver relativamente à alimentação do animal ou a outros
aspectos que julgue necessários.
Banhos
Normalmente os cachorros
não devem tomar banho antes dos dois meses de idade. Excepto quando
o veterinário lhe indique outra frequência, o cão poderá então tomar
banho, em média, de duas em duas semanas; a frequência poderá ser
superior no verão (no máximo, um banho por semana) e diminuir no
inverno.
A necessidade de banhos mais ou menos frequentes está também ligada
ao tipo de pelo dos animais.
tilize sempre champôs adequados
para cães, normalmente champôs neutros, e água morna, especialmente
durante o tempo mais frio, em que deverá também escolher as horas
mais amenas para o banho.
Existem no mercado
diversos champôs para cães, apenas com a função de limpeza ou com
esta associada a acção antiparasitária de prevenção de infestações
por pulgas e carraças.
Cuidados
dentários
Os cuidados dentários têm também uma importância a salientar.
Os cães têm duas dentições, a temporária e a definitiva.
A dentição temporária é constituída por 28 dentes, 14 em cada
maxilar; a erupção destes dentes ocorre a partir das 3 semanas de
idade estando completa às 6 semanas de idade.
A dentição definitiva é constituída por 42 dentes, 20 superiores e
22 inferiores; a substituição dos dentes incisivos temporários pelos
definitivos decorre entre os quatro meses e os sete meses de idade.
Durante esta fase os animais têm comichão nas gengivas e tendem a
roer objectos para a aliviar. Assim, os animais devem ter à sua
disposição brinquedos para roer, de modo a evitar que destruam os
objectos e mobiliário de casa.
As cáries, tártaro e inflamações das gengivas são problemas que
também acontecem nos cães e que podem ser evitados, ou ver diminuída
a sua gravidade, seguindo algumas regras básicas.
Deve escovar os dentes do seu cão, de preferência diariamente (no
mínimo, uma vez por semana), utilizando uma escova de dentes
específica para cães (alternativamente poderá utilizar uma escova
infantil) e uma pasta formulada também especialmente para cães.
Habitue o animal à escovagem dos dentes, começando por lhe massajar
as gengivas com os seus dedos, depois com uma gaze enrolada à volta
do dedo e finalmente com a escova.
Depois de habituado à escova poderá então introduzir a pasta de
dentes. A alimentação desempenha um papel fundamental no
desenvolvimento de tártaro. Devem ser evitados alimentos cuja
consistência favoreça a aderência aos dentes.
Cuidados com a
alimentação
Os alimentos e os brinquedos que estimulam a mastigação desempenham
também uma função profiláctica importante.
Especialmente no caso dos cachorros,
deverá informar-se com o criador sobre a dieta que era oferecida
ao animal que adquiriu. Normalmente os criadores começam a
introduzir outros alimentos na dieta dos cachorros além do leite
materno por volta das três/quatro semanas de idade; quando os
animais são vendidos, cerca dos dois meses de idade, estão
perfeitamente adaptados aos alimentados sólidos. Na altura do
desmame é comum humedecer (e amolecer) as rações secas de modo a
conseguir uma melhor habituação por parte dos animais. Existem
também opções de dietas comerciais líquidas ou pastosas para uma
melhor habituação. Quando trouxer o seu novo cachorro para casa,
será uma boa prática manter a dieta administrada pelo criador
durante os primeiros dias e, caso pretenda alterá-la fazê-lo
progressivamente em seguida.
As
necessidades alimentares de um cachorro são naturalmente diferentes
das de um animal adulto; nesta fase de crescimento importante estão
acrescidas as necessidades em proteína, vitaminas e minerais.
Tratando-se de animais mais pequenos, os alimentos dos cachorros têm
assim que ser menos volumosos mas, veicular todos os nutrientes
necessários; a concentração de nutrientes nas dietas dos animais
jovens tem assim que ser superior. O mais importante é fornecer ao
seu animal uma dieta equilibrada e adequada à fase em que ele se
encontra (por exemplo, cachorro, cão adulto, cadela gestante, cadela
em lactação, etc.). É sempre uma opção melhor utilizar as rações
disponíveis comercialmente, existindo diversas marcas e formulações
indicadas para as diversas fases. Normalmente estas rações são
classificadas em função da qualidade das matérias primas utilizadas
em Super-Premium, Premium e Standart. A quantidade a fornecer ao
animal depende da ração e normalmente está indicada na embalagem.
Poderá também optar por preparar em casa as refeições do seu cão.
Procure aconselhar-se junto do seu veterinário sobre a dieta mais
indicada para o seu animal e lembre-se de que os cães não devem ser
alimentados com os “restos” da casa. Lembre-se também que não deverá
alterar bruscamente a dieta do cão. Caso seja necessária alguma
alteração a introdução dos novos alimentos deverá ser progressiva,
bem como a retirada dos antigos.
Até
cerca dos quatro meses de idade poderá optar por quatro refeições
diárias. Deverá habituar o animal ao horário das refeições, isto é,
o recipiente com a comida não deverá estar sempre disponível. Pelo
contrário, o animal deverá habituar-se a comer quando os alimentos
lhe são apresentados e o recipiente retirado depois de passado o
tempo necessário para ele o fazer. Entre os quatro e os seis meses
poderá diminuir o número de refeições para três e a partir dos seis
meses para duas. O animal deverá dispor sempre de água limpa e
fresca.
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